Maestro Sérgio André – Sérgio André Ferreira da Silva

Sérgio André Ferreira da Silva, conhecido popularmente por Sargento Sérgio, nasceu em 17 de julho de 1969, na cidade do Recife, Pernambuco. Filho de Severino Ferreira da Silva Filho e Eliude Santana da Silva, construiu uma trajetória marcada pela dedicação à música, ao serviço militar e à preservação da cultura musical pernambucana. É pai de Sérgio André Ferreira da Silva Filho, Davi Pimentel Andrade da Silva e Benício Pimentel Andrade da Silva.
Graduado em História e pós-graduado em História do Brasil pela FADIMAB – Faculdade de Ciências e Tecnologia Professor Dirson Maciel de Barros, conciliou sua formação acadêmica com uma carreira de destaque na Polícia Militar de Pernambuco e uma intensa atuação na música, tornando-se uma das principais referências da tradição das bandas filarmônicas da Zona da Mata Norte.
Sua iniciação musical ocorreu aos dez anos de idade, sob a orientação do professor João Honório, responsável por despertar seu interesse pela música instrumental. Aos doze anos, ingressou na tradicional Philarmônica 28 de Junho, onde iniciou sua trajetória como clarinetista e saxofonista. Ao longo dos anos, ocupou diferentes posições na banda, passando por terceiro clarinetista, segundo clarinetista, primeiro clarinetista e primeiro saxofonista, demonstrando constante evolução técnica e artística.
Em 1994, aos 24 anos de idade, assumiu a regência da Philarmônica 28 de Junho, iniciando um dos períodos mais marcantes da história da instituição. Permaneceu como maestro durante vinte anos ininterruptos, entre 1994 e 2014, conduzindo importantes transformações administrativas, pedagógicas e artísticas que fortaleceram a filarmônica e ampliaram seu reconhecimento no cenário musical pernambucano.
Entre suas iniciativas de maior relevância destaca-se a criação, em 1996, de diversos grupos de música de câmara, ampliando as oportunidades de formação e aperfeiçoamento dos músicos da instituição. Sob sua liderança foram criados o Quarteto de Clarinetes Maestro Sérgio André, o Quarteto de Saxofones Carlos Alberto, o Quinteto de Metais Ludovico Andrade e a Banda Jovem 28 de Junho, projetos que contribuíram significativamente para a formação de novos instrumentistas e para a difusão da música instrumental na região.
No ano de 1997, promoveu a participação da Philarmônica na Primeira Oficina de Tubas do Recife, ministrada pelo professor Donald Smith, proporcionando aos músicos acesso a cursos de capacitação voltados à regência e ao aperfeiçoamento instrumental. A iniciativa representou um importante avanço na qualificação técnica dos integrantes da corporação musical.
Outro marco de sua gestão foi trazer, pela primeira vez na história da Philarmônica, a Banca Examinadora da Ordem dos Músicos do Brasil para realizar exames destinados à regulamentação profissional dos músicos da Mata Norte pernambucana. A iniciativa permitiu que diversos instrumentistas obtivessem a Carteira Profissional da Ordem dos Músicos do Brasil sem a necessidade de deslocamento para outros centros urbanos, valorizando os profissionais da região e fortalecendo a classe musical.
Em 2010, sob sua regência, a Orquestra Philarmônica 28 de Junho alcançou projeção nacional ao apresentar-se no Teatro Nelson Rodrigues, na cidade do Rio de Janeiro, acompanhando os renomados artistas Geraldo Azevedo e Isaar durante o projeto Caixa Cultural, o Encontro Pernambucano. A apresentação representou um dos momentos mais expressivos da história da instituição, evidenciando o elevado nível artístico alcançado pela orquestra.
Aos 39 anos de idade, passou a acumular as funções de Maestro e Presidente da Philarmônica 28 de Junho, assumindo simultaneamente a direção artística e administrativa da instituição. Nesse período, consolidou projetos de formação musical, fortaleceu a estrutura organizacional da entidade e contribuiu para a preservação de uma das mais importantes tradições culturais da região.
Paralelamente à carreira musical, desenvolveu uma sólida trajetória na Polícia Militar de Pernambuco. Em 1990, ingressou na corporação como Soldado do Batalhão de Polícia de Choque. No ano seguinte, concluiu o Curso de Sargento Músico da Banda da Polícia Militar de Pernambuco, especializando-se na área musical da instituição. Em 2002, realizou o Curso de Aperfeiçoamento de Sargentos e, em 2017, concluiu o Curso de Formação de Oficiais, ampliando sua qualificação profissional e sua atuação dentro da corporação militar.
Ao longo de sua carreira na Polícia Militar de Pernambuco, iniciada em março de 1990 e concluída com sua passagem para a Reserva Remunerada em maio de 2021, Sérgio André exerceu diversas funções operacionais, administrativas e de comando em diferentes regiões do Estado. Atuou inicialmente como integrante da Banda de Música da Polícia Militar de Pernambuco, no Recife, sendo posteriormente transferido para a Banda de Música do 4º Batalhão da PMPE, em Caruaru.
Durante sua trajetória, foi comandante nas cidades do Condado, Itaquitinga e Itambé, o qual recebeu o título de Cidadão Itambeense no dia 20 de agosto de 2009 por seus serviços prestados, e também no distrito de Tejucupapo (Goiana), além de desempenhar a função de comandante de viatura nos municípios de Goiana e Nazaré da Mata. Também integrou o Grupo de Apoio Tático Itinerante (GATI), unidade especializada em policiamento ostensivo. Encerrando sua carreira militar, serviu por três anos como oficial da 9ª Companhia Independente de Polícia Militar (9ª CIPM), sediada em Araripina, onde exerceu diversas funções de comando e gestão, concluindo uma trajetória de mais de três décadas dedicada à segurança pública e ao serviço da sociedade pernambucana.
Ao longo de sua carreira artística, participou como instrumentista em diversas instituições musicais de Pernambuco. Atuou como clarinetista da Banda Musical Curica, de Goiana, da Banda Musical Saboeira, também de Goiana, e da Banda Musical 5 de Junho, de Itaquitinga. Como saxofonista, integrou a Banda Musical Nova Euterpe, de Caruaru, além das bandas Asa Branca e Caçoá, em Goiana. Também participou de inúmeras orquestras de frevo, contribuindo para a valorização e preservação desse importante patrimônio cultural pernambucano.
A trajetória de Sérgio André Ferreira da Silva evidencia o compromisso de um profissional que dedicou sua vida à música, à educação cultural e ao serviço público. Como maestro, instrumentista, educador, gestor cultural e militar, desempenhou papel decisivo na formação de músicos, na valorização das bandas filarmônicas e na difusão da música instrumental em Pernambuco. Seu legado permanece representado não apenas pelas apresentações e conquistas institucionais, mas, sobretudo, pelas gerações de músicos formadas sob sua orientação e pelo fortalecimento da cultura musical da Mata Norte pernambucana.
Neto Dantas
Condadovip.com.br Condado Ordinário
